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Química Rhodia substituirá uso de fósseis por biometano em caminhões

unidade industrial da Rhodia em Paulínia (SP) - Divulgação
unidade industrial da Rhodia em Paulínia (SP) - Divulgação


A Rhodia, empresa do setor de químicos pertencente ao grupo Solvay, vai substituir o uso de combustíveis fósseis por biometano no transporte dos produtos por meio de uma parceria com a Transportes Cavalinho.

O projeto contemplará a frota responsável por atender a sede da empresa na cidade paulista de Paulínia, responsável por produzir mais de 1,2 milhão de toneladas de produtos químicos anualmente. O lançamento oficial do projeto ocorreu em 1º de abril de 2025 e as operações terão início em 2026.

Inicialmente, o serviço contará com uma frota de 20 veículos e deve alcançar 60 caminhões até o final de 2030, sendo que cada automóvel terá a autonomia para percorrer até 650 km.

Segundo as empresas, o uso do biometano na operação tem o potencial de reduzir em até 90% a pegada de carbono emitida por tonelada transportada por quilômetro, apoiando a meta global da companhia de alcançar a redução de 20% das emissões de escopo 3 – emissões indiretas de gases de efeito estufa na cadeia – até 2030.

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De acordo com a Rhodia, a iniciativa contempla uma estratégia mais ampla de sustentabilidade adotada pela companhia nas operações no Brasil, com foco principal na sede em Paulínia. No ano passado, a Solvay anunciou um projeto voltado para a adoção de caldeiras alimentadas por biomassa, substituindo fontes fósseis de energia.

A presidente da Solvay, Daniela Manique, disse que a companhia tem orientado suas ações estratégicas e investimento em novas fontes de energia, como o biometano, vista como uma iniciativa crucial para reduzir a pegada de carbono da empresa.

“A companhia está focada em avançar em direção à neutralidade de carbono, enquanto se mantém comprometida com a sustentabilidade e a inovação”, afirmou a executiva.

A unidade da Solvay em Paulínia alcançou uma redução de 95% nas emissões diretas das fábricas e indiretas do consumo de energia de CO₂ (escopos 1 e 2) desde 2005, com a implementação dos novos projetos, espera-se que a redução chegue a 97% até 2027.