Qualidade do serviço

Consumidores ficaram mais de 10 horas, em média, sem energia em 2024

Eletricista desfazendo ligações clandestinas em rede de distribuição - Crédito: Amazonas Energia
Eletricista desfazendo ligações clandestinas em rede de distribuição - Crédito: Amazonas Energia

Os consumidores de energia no Brasil ficaram, em média, 10,24 horas sem energia no ano de 2024, com cerca de 4,9 interrupções. Os dados constam do Desempenho Global de Continuidade (DGC) a partir do serviço das distribuidoras, e divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo a agência, a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou no ano passado em comparação com o ano de 2023, com redução de 1,7% na duração da interrupção equivalente de energia (DEC) e de 5% na frequência de interrupção equivalente (FEC).

“Os indicadores apurados vêm mantendo trajetória de queda, assim como os limites estabelecidos pela Aneel, o que reforça a busca para que as distribuidoras ofereçam sempre um serviço de melhor qualidade para seus consumidores”, disse a agente em levantamento.

Ranking de qualidade do serviço

Entre as concessionárias de grande porte (+ 400 mil unidades consumidoras), a CPFL Santa Cruz ocupou a primeira colocação, seguida pelas empresas do grupo Energisa na Paraíba e Rondônia, em segundo e terceiro lugar. A Neoenergia Cosern empatou com a distribuidora de Rondônia na terceira posição.

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As piores performances foram apuradas na CEEE-Equatorial, na 31ª posição, que significa o último lugar do ranking, e da Equatorial Goiás e Copel, respectivamente, em 30ª e 29ª colocação.

O levantamento aponta que a distribuidora que mais evoluiu em 2024 foi a Neoenergia Brasília (DF), com um avanço de nove posições em relação a 2023, seguida pela CPFL Paulista (SP), que subiu sete posições, e Neoenergia Elektro (SP), com melhora de três posições. As concessionárias que mais regrediram no ranking foram Enel RJ (RJ), Enel CE (CE) e RGE (RS), todas com recuo de seis posições em comparação a 2023. 

Das empresas com até 400 mil consumidores, a campeã foi a Pacto Energia, PR (antiga Força e Luz Coronel Vivida), seguida por Empresa Força e Luz João Cesa (EFLJC, SC) em segundo e MuxEnergia (RS) em terceiro. 

As distribuidoras que mais evoluíram em 2024 foram Chesp (GO), com o avanço de avanço posições, e Uhenpal (RS), que subiu duas posições em comparação com o ano de 2023. As concessionárias que mais regrediram no ranking foram a Eletrocar (RS), com recuo de cinco posições, e as distribuidoras ELFSM (ES) e Demei (RS), que caíram quatro posições em comparação a 2023. 

No ranking de 2024 teve entrada das distribuidoras Energisa Rondônia (ERO), Energisa Acre (EAC) e Equatorial Piauí (EQTL PI), após diversos anos de exclusão, em virtude de terem passado pelo regime de designação, com limites de indicadores flexibilizados.

As distribuidoras Amazonas Energia, CEA, Equatorial Alagoas e Roraima Energia permanecem excluídas do ranking por ainda estarem com limites de indicadores flexibilizados pós designação. 

Compensações aos consumidores 

O valor de compensações pagas aos consumidores aumentou no ano passado, saindo de R$ 1,080 bilhão em 2023 para R$ 1,122 bilhão em 2024. A quantidade de compensações também aumentou, de 22,3 para 27,3 milhões.