
A CPFL Energia e a CPFL Paulista assinaram contrato de financiamento no valor de R$ 1,4 bilhão com o New Development Bank (NDB), com prazo total de seis anos. Segundo a empresa, a operação integra o programa de Capex 2025-2029 e reforça a relevância dos projetos do grupo CPFL.
O financiamento será destinado à ampliação e à modernização da rede de distribuição, com a instalação de novos equipamentos e a atualização tecnológica da infraestrutura existente. Além disso, o grupo destacou que investimento ajudará a garantir acesso universal a serviços de energia acessíveis, reforçando os compromissos do seu plano ESG 2030.
No início deste ano, a CPFL Energia anunciou a previsão de investimentos de R$ 29,8 bilhões entre 2025 e 2029, com o setor de distribuição respondendo pela maior parte dos recursos. O valor é um pouco superior aos R$ 28,4 bilhões planejados pela empresa até 2028, alta que reflete o aumento de investimento na modalidade. A CPFL Paulista receberá a maior parte do aporte, com R$ 10,2 bilhões.
O NDB é um banco multilateral de desenvolvimento estabelecido pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), com o objetivo de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em mercados emergentes e em países em desenvolvimento.
CPFL: Renovação de concessão
Em fevereiro, a CPFL Energia destacou que, com a definição das regras para prorrogação dos contratos de concessão de distribuição que vencem nos próximos anos, espera ter previsibilidade para o planejamento dos seus negócios, considerando os ativos atuais e eventuais “oportunidades de mercado que venham a ocorrer”.
Segundo Gustavo Estrella, presidente da companhia, depois da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar a minuta do termo de adesão à prorrogação das concessões que vencem nos próximos anos, a expectativa é que os contratos sejam assinados antecipadamente em agosto.
As concessões da RGE e da CPFL Paulista vencem em novembro de 2027, enquanto a da CPFL Piratininga termina em outubro de 2028.
Reeleição de Dilma
O conselho do NDB reelegeu Dilma Rousseff como presidente do banco, com mandado de 7 de julho de 2025 a 6 de julho de 2030.
“O NDB continua dedicado a promover sua visão fundadora mobilizando recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em mercados emergentes e países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que constrói capacidade para tecnologia e inovação, fomentando o crescimento econômico e promovendo a inclusão social. Juntos, continuaremos a construir infraestrutura, fomentando a inclusão e criando um futuro melhor e mais sustentável para os Brics e outros parceiros”, disse Rousseff.