
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou, nesta terça-feira, 25 de março, em Tóquio, no Japão, empréstimo no valor de R$ 1,077 bilhão (US$ 190 milhões) com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), o Citibank N.A. Tokyo Branch e o The Nishi-Nippon City Bank Ltd. para o financiamento de projetos de transmissão de energia e biocombustíveis que busquem reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). A assinatura ocorre no contexto da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Japão.
Os recursos captados serão aplicados em financiamentos de projetos no Brasil que integram a carteira do BNDES. Serão elegíveis aqueles que envolvam transmissão de energia, biocombustíveis e o uso de energia renovável – hidrelétricas de pequeno porte, solar, eólica ou biomassa – e outros relacionados.
Os projetos devem ter impacto favorável na preservação do meio ambiente global, no âmbito da iniciativa Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation (Green). O BNDES já realizou cinco captações com o JBIC no âmbito da linha Green desde 2011, que totalizaram R$ 5,3 bilhões (US$ 950 milhões).
Os recursos deste sexto financiamento serão alocados em projetos verdes, que compreendem iniciativas que mitiguem as alterações climáticas, que favoreçam a preservação do meio ambiente global e que promovam a redução da emissão dos gases do efeito estufa, a partir do aumento da eficiência energética e da utilização de fontes renováveis de geração de energia.
“O BNDES tem fortalecido sua atuação junto a instituições financeiras internacionais com o objetivo de diversificar o seu funding e ampliar os investimentos no Brasil, principalmente em áreas estratégicas, como a geração de energia renovável.”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Energia sustentável e minerais
Dentro da mesma agenda, BNDES e JBIC firmaram memorando de entendimento (MoU) para formalizar a intenção de cooperação mútua entre as duas instituições visando a apoiar projetos em setores estratégicos, como recursos minerais e energia sustentável.
Os segmentos dos potenciais projetos a serem apoiados incluem hidrogênio de baixo carbono e derivados como amônia verde, combustível sustentável de aviação (SAF), bioetanol e outras formas de energia renovável, eficiência energética, transmissão e distribuição de energia, mobilidade verde e a conservação da Floresta Amazônica.