A Shell informou que decidiu pela descontinuação dos projetos de geração centralizada de energia solar e eólica no Brasil. A empresa tinha cerca de 3 GW em projetos solares no país.
Em eólicas offshore, a Shell protocolou mais de 17 GW em pedidos de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Embora a nota da empresa mencione apenas eólicas onshore, uma decisão global da companhia também freou novos projetos de eólicas offshore e hidrogênio verde.
Na nota, a Shell informou que continuará desenvolvendo seus negócios de solução de energia B2B (para empresas) por meio da Prime Energy, que foi adquirida pela companhia em 2023.
No Brasil, alguns projetos de energia solar onshore da Shell enfrentaram problemas de conexão à rede. Em entrevista à imprensa no começo do ano, o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, também comentou que o mercado brasileiro tinha demasiado suprimento de projetos de energia. “Você consegue hoje comprar energia solar de uma terceira parte mais barato que você desenvolver a sua própria geração”, disse na ocasião.
Apesar das dificuldades locais para geração renovável, em evento a acionistas realizado nesta semana, a companhia declarou sua estratégia de se concentrar em negócios de gás e comercialização de energia, enquanto mantém a “produção de líquidos”. “Estamos elevando o nível em nossas principais metas financeiras, investindo onde temos pontos fortes competitivos e entregando mais para nossos acionistas”, diz o presidente da Shell, Wael Sawan, em nota.