A biomassa deve terminar o ano de 2025 instalando 758 MW novos à matriz elétrica brasileira, representando 8,2% do total de acréscimo de potência instalada no país por todas as fontes de geração (9.266 MW).
Segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) esse acréscimo será acima da média anual da fonte biomassa observando-se os últimos 20 anos, que foi de 672 MW entre 2005 e 2024.
Caso a estimativa se confirme, de 2005 a 2025, a biomassa terá inserido 14,2 mil MW à matriz elétrica brasileira. Neste período, o recorde de expansão ocorreu em 2010, com 1.750 MW, quando a fonte representou quase 30% da expansão no país.
Expansão por biomassa
A biomassa da cana (bagaço e palha) responde por 70,1% de toda potência outorgada pela fonte, com 12.670 MW instalados e 428 unidades em operação comercial.
O licor negro resultante do processo de fabricação de celulose, ocupa a segunda posição, com biomassa, com 3.719 MW e 23 unidades em operação, sendo seguido pelos resíduos florestais com 889 MW e 77 unidades.
No ano passado, a fonte biomassa em geral instalou 586 MW novos na matriz elétrica do país, representando 5,4% da expansão no país em 2024.
Bioletricidade em 2024
Em 2024, a bioeletricidade produzida a partir da cana-de-açúcar e ofertada para o Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu 21.218 GWh, um montante 1,2% superior ao volume ofertado em 2023, que foi de 20.973 GWh. Segundo a Unica, trata-se de uma geração excedente para a rede que representa quase 4% do consumo nacional de energia elétrica, mas que costuma ultrapassar 6% de representatividade entre maio e outubro de cada ano.
No ano passado, mais de 84% da geração de bioeletricidade sucroenergética para a rede ocorreram entre maio e novembro, no período seco e crítico do sistema, por conta da safra canavieira na região Centro-Sul do país.