
As regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e uma pequena parte do Nordeste terão um mês de abril com temperaturas acima da média, indica previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nessas regiões, as chuvas também serão mais escassas para o período, mantendo a tendência do que ocorreu durante o verão, encerrado no último dia 20 de março.
Segundo o balanço da estação, apesar da influência do fenômeno La Niña, esse foi o sexto verão mais quente do país desde 1961. As chuvas ultrapassaram a média histórica na faixa norte do país, mas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e em parte da Região Sul, as precipitações foram predominantemente abaixo da média. (Valor Econômico)
Painel solar gera embate com concessionárias
Reportagem do Valor Econômico destaca que o crescimento da geração de energia fotovoltaica tem sido acompanhado pela maior dificuldade de consumidores para ligar painéis solares à rede elétrica. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) reclamam das concessionárias de distribuição. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) alega limitações técnicas.
Por lei, clientes têm direito de conectar seu sistema de geração fotovoltaico à rede de distribuição para inserir nela o excedente não consumido, desde que cumpridos requisitos informados pelas distribuidoras. O excedente vira crédito na conta de luz, o que aumenta o retorno de investimentos em energia solar. Sem a conexão, porém, parte desses investimentos não se viabiliza.
Aneel dá início a processo de renovação de concessões
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu largada nesta segunda-feira (31) ao processo de renovação dos contratos de concessão de 19 distribuidoras de energia com fim do prazo entre 2025 e 2031. De acordo com o órgão regulador, as empresas entregaram o pedido de renovação da concessão, por mais 30 anos, dentro do prazo.
A Aneel informou que, com a entrega dos pedidos de renovação, foi aberta a contagem do prazo de 60 dias para analisar as solicitações e enviar o parecer de análise ao Ministério de Minas e Energia, que sinaliza se houve o cumprimento dos indicadores técnicos e econômico-financeiros para assinar o termo aditivo de prorrogação do contrato.
Assim que receber as recomendações da Aneel, o ministério terá 30 dias para decidir sobre a renovação e convocar as companhias para assinatura do novo contrato. A partir da data de convocação, as distribuidoras terão 60 dias para assinar os aditivos aos novos contratos de concessão.
De acordo com as diretrizes para obter a renovação, definidas pelo governo no Decreto 12.068/ 24, os novos contratos vão exigir investimentos em modernização, digitalização de redes, medição inteligente, resiliência de redes frente a eventos climáticos, entre outras obrigações. (Valor Econômico)
Data centers para IA começam a ser montados no Sul no país e impõem desafio para uso de água e energia
A Folha de S. Paulo informa que os projetos dos primeiros data centers adaptados para inteligência artificial (IA) começam a tomar forma no Sul do Brasil, iniciando uma corrida por disponibilidade de distribuição de energia e desenvolvimento de sistemas de refrigeração a água.
A americana RT One anunciou que irá construir um centro de tratamento de dados em Maringá, no Paraná, com potência máxima de 400 MW e expectativa de início de operações em 18 meses. O gasto da unidade equipara-se, em média, ao consumo de uma cidade de 640 mil habitantes no Brasil.
No fim do ano passado, a Scala Data Center divulgou que trabalha na construção de um campus de data center voltado para IA em Eldorado do Sul (Rio Grande do Sul), a 17 quilômetros de Porto Alegre —a capacidade instalada começará em 60 MW, com possibilidade de expansão para 4.750 MW a depender da demanda.
Em relação ao equipamento de computação na nuvem tradicional, as novas máquinas recebem placas de processamento gráfico da Nvidia, as GPUs, e uma arquitetura otimizada em termos de desempenho.
A reportagem explica que essa mudança multiplica em 11 vezes o consumo de energia e a dissipação de calor de cada rack (formado por um conjunto de computadores, chamados servidores, que funcionam de maneira integrada). O equipamento tradicional consome 12 KW, contra 132 KW da máquina de referência da Nvidia —o equivalente ao consumo médio de 500 domicílios brasileiros.
Grandes consumidores sugerem consulta pública e adiamento do leilão de potência
A Agência Eixos informa que em ofício enviado ao Ministério de Minas e Energia (MME), grandes consumidores de energia elétrica pedem que seja promovida uma consulta pública para aperfeiçoar o leilão de reserva de capacidade (LRCAP 2025). Eles sugerem também o adiamento do certame para sanar o que consideram problemas.
A correspondência foi elaborada pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace) e endereçada ao secretário executivo do MME, Arthur Valério. A entidade argumenta que é possível evitar efeitos indesejados com uma nova consulta pública, para evitar judicialização e garantir preços justos.
Avançar nessas condições representa um risco significativo, podendo resultar em custos bilionários desnecessários que serão repassados aos consumidores de energia”, argumenta o ofício.
Entre os pontos que a Abrace entende como passíveis de esclarecimentos estão: possíveis ajustes no fator A; exigências mais rigorosas para comprovação da cadeia de suprimentos dos combustíveis, principalmente dos biocombustíveis; eventual impacto na cadeia do gás natural e na cadeia da energia elétrica devido à lógica de contratação de transporte; possibilidade de baixa contratação do produto hidrelétrico.
A associação sugere uma consulta pública de 15 dias para ampliar o debate sobre o leilão, mas, se as questões não forem resolvidas, aponta como saída a divisão do leilão. “Seria prudente dividir a contratação de potência em dois momentos distintos: um certame ainda neste ano para contratação dos produtos de 2025 e 2026, e um segundo leilão no próximo ano, com regras mais bem definidas, otimizando a contratação dos demais produtos planejados”, defende a Abrace.
Petrobras ajusta preço de diesel para distribuidoras
A partir desta terça-feira (1/4), a Petrobras reduzirá o preço de venda de diesel A para as distribuidoras que passará a ser, em média, de R$ 3,55 por litro, uma redução de R$ 0,17 por litro.
Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05 /litro, uma redução de R$ 0,15 a cada litro de diesel B.
Com o reajuste anunciado, a Petrobras reduziu, desde dezembro de 2022, os preços de diesel para as distribuidoras em R$ 0,94 / litro, uma redução de 20,9%. Considerando a inflação do período, esta redução é de R$ 1,45/ litro ou 29,0%. (Agência Petrobras)
PANORAMA DA MÍDIA
Valor Econômico: Os EUA acusam o Brasil e outros países de imporem numerosas barreiras contra produtos americanos, em relatório de 397 páginas que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou ontem, às vésperas do choque tarifário prometido pelo presidente Donald Trump. Segundo assessores de Trump, a taxa pode chegar a até 20%, atingindo praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. Mas negociadores que estiveram em Washington não ficarão surpresos se a alíquota alcançar 25%.
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O Globo: A expectativa — e a falta de informações — com o anúncio das chamadas tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalou os mercados de ações ontem. O índice S&P 500, da Bolsa de Nova York, conseguiu se recuperar no fim do dia, mas registrou o pior trimestre desde 2022, segundo a Bloomberg.
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Folha de S. Paulo: O dólar caiu 0,93% nesta segunda-feira (31/3) e engatou a semana cotado a R$ 5,707, às vésperas do anúncio das tarifas recíprocas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tarifaço deve ser anunciado na quarta-feira, 2 de abril – o apelidado “dia da libertação”. A expectativa pela política comercial do republicano tem ditado o humor dos mercados globais desde o início do ano, e a moeda norte-americana tem se enfraquecido em meio a temores de que a guerra comercial possa empurrar a economia dos EUA para uma recessão.
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O Estado de S. Paulo: Apesar do anúncio de compra do Banco Master pelo BRB, pessoas envolvidas na negociação não descartam que o BTG Pactual ainda possa entrar no negócio. O banco, que é liderado por André Esteves, chegou a analisar os ativos do Master, mas não levou a oferta adiante. Procurados, o BTG e o Master não se manifestaram.