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Eletrobras amplia investimento em IA e data center – Edição do dia

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Data Center / Crédito: Freepik
Data Center / Crédito: Freepik

O Valor Econômico informa que, na corrida da inteligência artificial (IA) generativa, a Eletrobras, holding de geração e transmissão de energia, está investindo em unidades gráficas de processamento (GPUs, na sigla em inglês) para acelerar projetos que usam IA em projeções meteorológicas e atmosféricas, modelos de gerenciamento, predição e manutenção de suas operações. A empresa também estuda novas formas de ampliar a oferta de energia renovável a centros de dados no país.

Com as duas missões, executivos da empresa participaram da GTC 2025, a conferência anual da fabricante americana de GPUs Nvidia, realizada na semana passada em San Jose, na Califórnia (EUA).

“Estamos desenvolvendo a nossa própria capacidade de GPUs ‘on-premises’, usando o Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica), para servir os interesses da Eletrobras como uma empresa que consome essa capacidade (de processamento)”, disse o vice-presidente de tecnologia e inovação da Eletrobras, Juliano Dantas, ao Valor, após sua participação no GTC 2025.

A voracidade energética da inteligência artificial

Em editorial publicado hoje (3/4), a Folha de S. Paulo destaca que o crescimento da inteligência artificial (IA) no mundo já atrai investimentos em infraestrutura de computação para o Brasil. O país, embora distante das usinas de inovação tecnológica na América do Norte e na Ásia, conta com abundância de dois insumos essenciais para o setor: energia limpa e água.

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A atividade exige legiões de servidores para computar doses maciças de informações usadas para treinar os grandes modelos de linguagem (LLMs, em inglês) que fornecem as respostas solicitadas pelos usuários. Centros de IA chegam a reunir milhares de unidades de processamento, que consomem muita eletricidade e exigem refrigeração dos chips.

O editorial destaca, ainda, que o atrativo brasileiro está na matriz com 85% de fontes renováveis. Trata-se de vantagem comparativa, num planeta que precisa reduzir emissões de combustíveis fósseis – ainda responsáveis por 61% da eletricidade global.

Distribuidoras do Nordeste pedem inclusão de gás e biometano em política para data centers

O portal Eixos informa que as distribuidoras de gás natural do Nordeste — Potigás, Bahiagás, Algás, Cegás, Pbgás e Sergás — enviaram, ontem (2/4), uma carta conjunta ao Ministério de Minas e Energia (MME) solicitando a inclusão do gás natural e do biometano no decreto de estímulo a energias renováveis para abastecimento de data centers no Norte e Nordeste. A reivindicação foi formalizada durante reunião do Consórcio Nordeste realizada na última semana em Salvador, Bahia.

De acordo com a reportagem, o decreto em fase de desenho pelo MME, que conta com apoio da Fazenda, tem como objetivo atrair a instalação de data centers no país, com medidas de redução despesas na manutenção das instalações e garantindo infraestrutura energética adequada para os empreendimentos “verdes” que utilizem energia eólica e solar.

No entanto, as distribuidoras de gás argumentam que essas fontes são intermitentes e podem comprometer a estabilidade do fornecimento energético. 

Abertura do RenovaBio entra na mira dos EUA

A política brasileira de incentivo à produção de biocombustíveis por meio da remuneração de atributos de eficiência energética e ambiental entrou na mira da gestão de Donald Trump e suas investidas contra o que considera “barreiras comerciais”, informa o portal Eixos.

Relatório anual do governo dos Estados Unidos sobre o tema incluiu uma série de políticas do Brasil na lista de medidas protecionistas que prejudicariam exportadores norte-americanos, para justificar o tarifaço que vem sendo aplicado ao redor do mundo. (CNN)

Além da crítica à tarifa de 18% sobre o etanol dos EUA, o Renovabio é tratado como política não-tarifária. “Os produtores não brasileiros de biocombustíveis não são elegíveis para participar e se qualificar para créditos de carbono no âmbito do programa”, diz o relatório. 

Petrobras adia redução de home office após greve

A Petrobras adiou para 30 de maio a redução de três para dois dias de home office dos funcionários da empresa. A medida estava marcada para começar no dia 7 de abril e recebeu críticas da categoria.

A mudança ocorre após reunião da empresa com sindicatos, realizada ontem (2/4), para tratar da paralisação de 24 horas da categoria na última semana. O adiamento foi inicialmente revelado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e confirmado pela Petrobras.

A estatal informou, à Folha de S. Paulo, que a medida reafirma a decisão sobre o trabalho híbrido, que contemplará três dias de trabalho presencial por semana. Segundo a empresa, o adiamento tem o objetivo de dar mais tempo aos funcionários para que se adaptem ao novo modelo de trabalho.

Tanure vende ações da Aliança para fundo de pensão da Light

O Valor Econômico informa que o fundo de pensão dos funcionários da Light, Braslight, comprou 6,57% das ações da rede de medicina diagnóstica Alliança, o equivalente a cerca de R$ 120 milhões a preço de mercado no dia 25 de março.

Na mesma data, quem vendeu papéis da Alliança nessa proporção foram os fundos da MAM Asset Management – que administram recursos do empresário Nelson Tanure –, reduzindo a participação na empresa de diagnósticos de 48,1% para 41,54%. Nelson Tanure é o maior acionista da Light e o controlador da Alliança.

Associações pedem que Aneel suspenda R$ 150 milhões em multas e revise relatório sobre apagão de 2023

A Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) e a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) entraram com pedido de medida cautelar junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para suspender processos punitivos instaurados contra agentes devido ao apagão ocorrido em 15 de agosto de 2023, informa a Agência Infra. O pedido foi sorteado na segunda-feira (31/3) para a relatoria da diretora substituta Ludimila Lima. 

As associações pedem cautelarmente que a Aneel revise o RAP (Relatório de Análise de Perturbação) elaborado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) sobre as causas da ocorrência antes de dar andamento a eventuais punições. Também é solicitado que, no mérito, seja determinada a revisão criteriosa do RAP pelo ONS.

Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, a Superintendência de Fiscalização da ANEEL expediu 750 autos de infração a agentes dos segmentos eólico e fotovoltaico com multas que totalizam mais de R$ 150 milhões. No pedido, as associações pedem o arquivamento dos autos caso as inconsistências apontadas no relatório sejam confirmadas pela agência.

No entendimento das entidades, o relatório do ONS apresenta “lacunas técnicas e generalizações que podem levar a diagnóstico incorreto e, consequentemente, a atribuições indevidas de responsabilidade”, como diz o pedido de cautelar protocolado junto à reguladora em 24 de março.

PANORAMA DA MÍDIA

Com editoriais, reportagens e análises, o anúncio do pacote de tarifas comerciais feito ontem (2/4) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o principal destaque da mídia nesta quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) que vai impor uma tarifa de 10% sobre produtos comprados de outros países, inclusive do Brasil. Em cerimônia na Casa Branca, o republicano disse que o objetivo é trazer empregos e fábricas de volta ao país. Trump também determinou a cobrança de tarifas adicionais a um grupo de países que, segundo ele, têm sido injustos com os EUA no comércio internacional. O gesto tende a aprofundar a guerra comercial liderada pelo republicano, uma vez que a lista inclui China (taxa de 34%), União Europeia (20%) e Japão (24%). (Folha de S. Paulo)

O anúncio do tarifaço global de Donald Trump nas chamadas tarifas recíprocas, para produtos exportados para o mercado dos EUA, à primeira vista trouxe vantagens para o Brasil frente a outros parceiros comerciais americanos, com tarifa básica (alíquota mínima) de 10%, mas traz uma preocupação, avalia Renê Medrado, sócio e especialista em comércio internacional e direito aduaneiro do escritório Pinheiro Neto Advogados. O especialista alerta para um efeito que poderá atingir mercados que tiveram tarifas mínimas, como o Brasil. Os países que tiveram taxas elevadas, como China, Japão e Vietnã e os da União Europeia vão buscar outros mercados com as portas fechadas nos EUA. “O Brasil é um alvo pela relevância de seu mercado. Passa a ser mais um desafio para o governo brasileiro nessa guerra comercial global”, afirma. (O Estado de S. Paulo)

Segundo a Casa Branca, as tarifas recíprocas não se somam às sobretaxas sobre carros e sobre aço e alumínio importados — estas últimas, também de 25%, afetam o Brasil. Outros tipos de tarifas, no entanto, vão se somar. Com isso, a China terá de enfrentar uma alíquota de 54% — os EUA já haviam imposto sobretaxas de 20% a todos os produtos chineses e ontem decretaram tarifa recíproca de 34% ao país. (O Globo)

No desenho da guerra tarifária, além da China, os EUA aplicaram altas alíquotas a países aos quais atribui a triangulação ou produção local de mercadorias por empresas chinesas, depois enviadas para o território americano. A tarifa do Vietnã vai a 46%, a do Camboja, a 49%, a da Indonésia, a 32% e da Malásia, a 24%. Taiwan pagará 32%. Um protecionismo tão acirrado mudará a face dos negócios mundiais, marcada pelo livre comércio nas últimas três décadas. As consequências para os EUA serão bem distintas daquelas que Trump classificou de “libertação”. Por motivos conhecidos, a formação de cadeias produtivas levou a uma disseminação de fornecedores que cobriu várias regiões em busca dos menores custos na produção doméstica e global, de forma generalizada. (Valor Econômico – editorial)

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