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Eneva fecha acordo com Pampa Energia e se posiciona para importar gás argentino – Edição do dia

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Gasoduto / Crédito: Free Images
Gasoduto / Crédito: Free Images

A Eneva fechou um acordo com a Pampa Energia para importar gás natural da Argentina, via Bolívia, informa a Agência Eixos. De acordo com a reportagem, uma das principais petroleiras independentes da Argentina, a Pampa entrou com pedido de autorização junto ao governo argentino, para exportar até 1 milhão de m3/dia, na modalidade interruptível, para a Eneva até maio de 2027.

O preço na fronteira com a Bolívia é de US$ 8,8 o milhão de BTU, segundo dados apresentados no pedido de autorização. A companhia estreou no mercado livre em 2024 e fornece gás, hoje, para clientes como Samarco e Vale, no Espírito Santo, e Cerâmica Capri, em Sergipe.

A Pampa Energia produz cerca de 12,5 milhões de m3/dia na Bacia de Neuquén, onde se encontra a formação não convencional de Vaca Muerta.

Além do acordo com a Eneva, a companhia também recebeu autorização do governo argentino para exportar para a Tradener até 1 milhão de m3/dia. A Eneva, por sua vez, vem se consolidando como uma comercializadora de gás natural no Brasil. 

Aneel abre consulta pública sobre leilão de novas hidrelétricas

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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura de consulta pública para receber contribuições e aprimorar as regras de contratação de energia. A medida foca novos projetos de concessão de hidrelétricas com entrada em operação no prazo de até cinco anos, previstos no “Leilão A-5”. A sessão pública do leilão está prevista para 22 de agosto.

A consulta pública será aberta a partir desta quarta-feira (26/3) e encerrada no dia 12 de maio. Os empreendimentos terão prazo de suprimento de 20 anos, com início da operação em 1º de janeiro de 2030. Em apresentação técnica realizada durante reunião da diretoria, a Aneel sinalizou que o edital de licitação deverá ser publicado no dia 23 de julho. (Valor Econômico)

Credores de Novonor e Petrobras negociam novo acordo de acionistas na Braskem, dizem fontes

O Valor Econômico informa que os cinco bancos credores de Novonor (antiga Odebrecht), que detêm ações da Braskem em garantia a dívidas de cerca de R$ 15 bilhões e decidiram executá-la, já estão negociando com a Petrobras um novo acordo de acionistas para a petroquímica.

Segundo três fontes da reportagem, próximas às negociações, a futura participação acionária dos bancos — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — na petroquímica será alocada em um fundo de investimento em participações (FIP), que será gerido pela Geribá Investimentos e terá o controle da companhia, ao lado da Petrobras.

Ainda de acordo com a reportagem, cabe também à Geribá, que já tem um acordo de confidencialidade (NDA) assinado, a negociação do acordo de acionistas entre os bancos e a estatal. Fundada em 2008, a gestora comprou a indústria de plásticos Polo Films da Unigel, em 2018 — o ativo depois foi vendido para a Innova. A gestora é especializada em pegar créditos de bancos, colocá-los em um fundo para depois gerir o veículo.

Rússia e Ucrânia concordam com cessar-fogo no Mar Negro e em instalações de energia, dizem EUA

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (25) que firmaram acordos com a Ucrânia e a Rússia para garantir a navegação segura no Mar Negro e implementar a proibição de ataques contra instalações de energia nos dois países, enquanto o governo americano deve ajudar a “restaurar o acesso da Rússia ao mercado mundial” e o retorno dos prisioneiros ucranianos.

Em dois comunicados separados sobre as negociações, a Casa Branca anunciou efetivamente um acordo para um cessar-fogo no Mar Negro “para garantir navegação segura, eliminar o uso da força e prevenir o uso de embarcações comerciais para fins militares”. Também foi informado que os dois países concordaram em “desenvolver medidas para implementar” o acordo anterior de cessar ataques à infraestrutura de energia. (Valor Econômico)

O acordo da Wärtsilä para testes na termelétrica de Suape II

 A Wärtsilä, multinacional finlandesa fabricante de motores e geradores, fechou acordo para fazer testes com um motor movido a etanol na termelétrica de Suape II, em Recife. Será a primeira usina a operar com etanol no mundo, segundo a empresa. “Térmicas a etanol podem ser uma solução para as instabilidades do sistema elétrico brasileiro nos últimos nos. Teremos um leilão de capacidade este ano e os biocombustíveis estão incluídos”, disse o CEO global, Håkan Agnevall, ao Valor Econômico.

O motor projetado para funcionar com etanol chega a Suape no terceiro trimestre e, depois do processo de instalação, deve começar a ser testado em abril de 2026. O teste está programado para durar 4 mil horas, o equivalente a cinco meses e meio. Hoje, a usina de Suape II é movida a óleo combustível. A unidade é controlada pela Suape Energia, do Grupo 4M, que tem 80% do negócio, enquanto a Petrobras é dona dos 20% restantes. A termelétrica tem 381 MW de capacidade instalada.

PANORAMA DA MÍDIA

Com reportagens e análises, o primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete, por tentativa de golpe de Estado em 2022, é destaque na mídia nesta quarta-feira (26/3).

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ontem (25/3), no primeiro dia do julgamento sobre a denúncia por tentativa de golpe de Estado, todos os pedidos preliminares apresentados pelos advogados de defesa, como a solicitação para que o caso fosse analisado por todos os 11 ministros da Corte e a anulação do acordo de colaboração do tenente-coronel Mauro Cid. (Valor Econômico)

Dois pontos geraram controvérsia entre ministros da Primeira Turma. O principal se refere à validade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid — o fio condutor da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR). (Folha de S. Paulo)

O s oito denunciados são acusados pela PGR de cometerem os crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do estado democrático de direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Se a denúncia for aceita, abre-se então a ação penal que decidirá se Bolsonaro é ou não culpado. Caberá ao relator designar datas para o interrogatório dos réus. Após o interrogatório, será fornecido um prazo de cinco dias para a apresentação das defesas prévias. (O Globo)

A Primeira Turma do (STF) deve finalizar o julgamento e decidir nesta quarta-feira, 26, se aceita ou não a denúncia contra Jair Bolsonaro (PL) e mais sete pessoas, entre políticos próximos do ex-presidente e militares de alta patente, acusados de tentativa de golpe de Estado. O julgamento foi interrompido na terça-feira e será retomado hoje, a partir das 9h30. (O Estado de S. Paulo)

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Valor Econômico: O número de petições para defesa comercial contra práticas consideradas desleais aumentou 165,9% no ano passado, de 44 para 117, e a expectativa é de um volume ainda maior neste ano. É possível que o Departamento de Defesa Comercial (Decom), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, receba em 2025 uma quantidade recorde de pedidos, superando os 128 de 2011, na esteira do crescimento de importações e indicações do governo Lula de adoção de políticas de fomento à indústria.

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