MegaExpresso

Governo mantém para o 2º semestre, leilão permanente de blocos de petróleo – Edição da Tarde

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou hoje (23/04) que o governo foi informado do interesse de empresas em participar da rodada de oferta permanente de blocos de petróleo e que, por isso, decidiu manter o calendário do leilão, previsto para o segundo semestre deste ano.

Segundo o portal de notícias G1, o ministro informou ainda que os demais leilões do setor seguem adiados e que ainda não há previsão para que sejam retomados. Bento Albuquerque ressaltou que o governo ainda não sabe quanto tempo vai durar a crise provocada pela pandemia da covid-19.

“No que diz respeito aos leilões, essa crise fez com que adiássemos os leilões da 7ª e da 17ª rodada de blocos de petróleo. Estamos mantendo o da oferta permanente para o segundo semestre tendo em vista que agentes do setor manifestaram interesse para que ele fosse realizado”, afirmou.

A reportagem explica que a oferta permanente consiste na disponibilidade contínua de campos ofertados em licitações anteriores e que não foram arrematados, ou, então, que foram devolvidos à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Minuto Mega Minuto Mega

Consumo de energia elétrica no Brasil cai 13,6% na 1ª quinzena de abril, diz CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou ontem (22/04) que o consumo de eletricidade no Brasil teve queda de 13,6% nos primeiros quinze dias de abril quando na comparação com mesmo período de 2019.

A queda no consumo foi de 12% no mercado regulado e de 17,1% no chamado mercado livre. Entre as empresas que operam no mercado livre, destacou-se o desempenho negativo da indústria de veículos, que teve queda de 73,9% no consumo na primeira metade de abril quando na comparação anual. Os setores têxtil (-54,4%) e de bebidas (-45,7%) também tiveram significativa retração.

Ainda segundo dados da CCEE, em termos regionais, o consumo teve pior desempenho na região Sul, onde apresentou queda de 20,4% no mercado regulado e de 17,7% entre consumidores livres de energia. Já a região Norte foi a exceção, mantendo o uso de energia praticamente estável entre clientes atendidos por distribuidoras, com alta de 0,1%, enquanto viu crescimento de 8,2% no consumo de clientes que atuam no mercado livre. As informações foram publicadas pelo portal Terra.

Mercados devem reagir ao petróleo, EUA e política

A Agência CMA, especializada em informações do mercado financeiro, traz hoje (23/04) uma análise sobre possíveis reações da Bolsa frente a fatores como: queda brusca de preços do petróleo; declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do início do processo de abertura econômica; possibilidade de corte na taxa básica de juros (Selic), pelo Banco Central; lançamento do programa Pró-Brasil de reocupação econômica pós- coronavírus; expansão da pandemia no país e no mundo; e revisão da previsão do governo para privatizar a Eletrobras.

A meta inicial era que a venda ocorresse até outubro de 2020 e foi revisada para até junho de 2021, segundo o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar. Segundo ele, a meta de privatização de empresas de R$ 150 bilhões para 2020 não será cumprida.

Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 2,17%, aos 80.687,15 pontos, seguindo o otimismo externo com a expectativa de um acordo para o corte de produção de petróleo no mundo, além da proposta do governador de São Paulo, João Doria, para o início gradual do fim da quarentena a partir de 11 de maio.

Nesta manhã, os contratos futuros dos principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos começaram a reagir. Na Europa, as bolsas operam mistas de olho na recuperação do preço do petróleo e com sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) pode aprofundar mais o corte de produção. Na Ásia, por sua vez, os principais índices do mercado de ações fecharam o pregão em sua maioria em alta, refletindo o preço do petróleo e novos desdobramentos sobre o novo coronavírus.

Eletrobras cai mais de 2% com privatização sendo postergada para 2021

O site Investing.com destaca que, por volta das 10h30 de hoje (23/04), os papéis ordinários da Eletrobras perdiam 2,59% a R$ 25,98, enquanto as preferenciais caíam 2,17% a R$ 29,32. Enquanto isso, o Ibovespa registrava alta de 0,66% a 81.216 pontos.

De acordo com a análise do site, o recuo dos papeis da estatal deve-se a declarações feitas ontem pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, de que a privatização da Eletrobras está prevista para o segundo trimestre de 2021, ante expectativa anterior que ocorresse em outubro deste ano.

PANORAMA DA MÍDIA

O portal de notícias UOL destaca que o ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão ao presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (23/04) ao ser informado pelo próprio presidente da decisão de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal (PF), hoje ocupada por Maurício Valeixo.

De acordo com a reportagem, Bolsonaro informou ao ministro, em reunião, que a mudança na PF deve ocorrer nos próximos dias. Moro então pediu demissão do cargo. O UOL destaca que Bolsonaro tenta reverter a decisão do ministro. Os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) foram escalados para convencer o ministro a recuar da decisão. Se Valeixo sair, Moro sairá junto, segundo aliados do ministro. Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo. 

*****

O Valor Econômico informa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, demarcou, em reunião com seus colegas de Esplanada, os limites para um plano de investimento em infraestrutura para promover a recuperação da economia: manutenção e respeito ao teto de gastos e incentivo ao investimento com recursos privados.

De acordo com a reportagem, a ideia de um grande programa de infraestrutura com recursos públicos para o pós-crise do coronavírus, que estava sendo construído pelos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Braga Netto (Casa Civil), não conta com apoio da área econômica, que aponta as limitações fiscais, não só dadas pelo teto de gastos, mas também pelo crescente endividamento do país.

*****

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz Britto Ribeiro, entregou hoje (23/04) ao presidente Jair Bolsonaro um parecer em que afirma não haver evidências da eficácia do uso da hidroxicloroquina no tratamento da condi-19. Entretanto, Ribeiro afirmou que os médicos estão autorizados a prescrever a substância para os pacientes em determinadas situações. O ministro da Saúde, Nelson Teich, participou do encontro. Os médicos deverão explicar os riscos, e a substância não poderá ser utilizada de forma preventiva. (O Globo)

Matéria bloqueada. Assine para ler!
Escolha uma opção de assinatura.