
A discussão sobre a nova proposta de desconcentração do mercado de gás natural, conhecida como gas release, está bem amadurecida, afirma o senador Laércio Oliveira (PP/SE), em entrevista à Agência Eixos.
O programa chegou a ser inserido como emenda no Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), sancionado no ano passado, do qual Oliveira foi relator. No entanto, a proposta desencadeou uma reação da Petrobras e, também, dentro do governo federal. A companhia manifestou preocupações sobre os impactos da desconcentração, especialmente em relação à contratação das plataformas de águas profundas no estado de Sergipe.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) rejeitou, em dezembro, o plano de desenvolvimento da Petrobras para o projeto no estado, em razão da falta de informações adequadas. A empresa, por sua vez, pretende reapresentar os dados em abril, com a expectativa de tomar a decisão final sobre os investimentos no segundo semestre. As informações foram apresentadas por executivos da companhia, semana passada, em um evento em Sergipe.
O gerente-executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu, defendeu que os investimentos da empresa no estado envolvem desafios de natureza tecnológica, de engenharia e custos, mas também regulatórios.
Brasil importa recorde de diesel russo e pode entrar na mira de Trump
A Folha de S. Paulo informa que o Brasil importou US$ 5,4 bilhões de diesel russo em 2024, um recorde na série histórica da balança comercial. A compra do produto pode entrar na mira do presidente americano Donald Trump, que no último domingo (30/3) ameaçou retaliar quem adquirir petróleo do território comandado por Vladimir Putin.
A importação do produto russo é crescente desde 2022, quando quintuplicou após as sanções internacionais aplicadas a Moscou devido à guerra na Ucrânia e ao redirecionamento das cargas para outros mercados. O valor se multiplicou por 47 em 2023. Em 2024, houve novo aumento, de 19%.
Tarifas secundárias de Trump afetam exportações de petróleo da Venezuela e Rússia
As chamadas tarifas “secundárias” — que afetam terceiros países que negociem com nações sob sanções econômicas dos EUA — já causou uma queda 11,5% nas exportações de petróleo e combustível da Venezuela em março, informa o Valor Econômico. E a simples ameaça dessa sobretaxa está levando clientes do setor petrolífero russo, como a Índia, a buscarem novos fornecedores.
O cancelamento por Washington e de licenças importantes para operar no setor de energia venezuelano levou a atrasos e suspensões de carga, de acordo com dados de rastreamento de navios.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a tarifa de 25% adicionais para compradores de petróleo e gás venezuelanos na semana passada, quando também notificou parceiros estrangeiros da empresa estatal de petróleo PDVSA que revogaria as autorizações que havia concedido para operar na Venezuela.
“Liberation Day”: o que é e como afeta o Brasil?
O portal InfoMoney traz, hoje (2/4), uma reportagem a respeito do que ficou conhecido como “Liberation Day” – o plano de tarifas comerciais que será anunciado nesta quarta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O pacote prevê a aplicação de tarifas recíprocas a todos os países que, segundo o governo americano, impõem barreiras por ele consideradas desproporcionais, aos produtos dos EUA.
Com a proposta, que representa uma ruptura com o sistema multilateral de comércio promovido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que garante tratamento igualitário entre os países, os EUA passarão a retaliar tarifas caso a caso, com base no que cada nação cobra dos produtos americanos. A reportagem analisa o que já se sabe sobre a proposta e quais os possíveis impactos no Brasil e no mundo.
Secretário de Mineração do MME, Vitor Saback, deixa o cargo
A Agência Infra informa que o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Vitor Saback, deixa o cargo nesta quarta-feira (2/3). A informação é que Saback irá para o setor privado, ressalta a reportagem.
A atual diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração, Ana Paula Bitencourt, deve assumir a cadeira como interina até a escolha do novo secretário ou sua confirmação na vaga.
PANORAMA DA MÍDIA
O principal destaque da mídia nesta quarta-feira (2/4) são os anúncios de tarifas prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As tarifas serão aplicadas pais por pais. A expectativa é sobre como elas podem afetar produtos brasileiros exportados aos EUA.
O item de maior impacto nas exportações brasileiras para o parceiro comercial envolve óleo bruto de petróleo, que representa 14,3% da pauta. Os EUA ainda respondem por 12,9% do total exportado pelo Brasil dessa produção. (O Estado de S. Paulo)
Produtos semiacabados de aço, como blocos e placas, estão entre os principais itens exportados pelo Brasil aos EUA, ao lado de petróleo bruto, produtos semiacabados de ferro e aeronaves. Segundo dados do governo americano, o Brasil está entre os três maiores fornecedores de aço ao país (ao lado de México e Canadá), com US$ 2,66 bilhões vendidos no ano passado. (Folha de S. Paulo)
Enquanto busca abrir canais de diálogo com as autoridades americanas de comércio, o governo brasileiro traça uma estratégia que envolve retaliações aos americanos em caso de as ameaças de tarifas se concretizarem. E para isso, contou ontem com a ajuda do Senado, incluindo toda a oposição e a bancada ruralista. (O Globo)
A imposição das chamadas tarifas recíprocas pelo governo americano deverá provocar um duro golpe na economia global, atingindo em especial os próprios EUA, devido ao aumento dos preços das importações. As alíquotas terão como base as tarifas e outras barreiras que cada parceiro comercial impõe aos Estados Unidos. (Valor Econômico)