
O PSD conquistou a presidência da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, depois de acirrada disputa travada com o PL, partido de oposição ao governo. A comissão será presidida pelo deputado Diego Andrade (PSD-MG).
A Agência Infra informa que o PL sinalizava não abrir mão da comissão, mas durante reunião de líderes, concordou em presidir Comissão de Agricultura.
Setor de baterias teme ‘desidratação’ de leilão após contratação de térmicas e hídricas
O setor de sistemas de armazenamento de energia teme que o leilão exclusivo para a tecnologia acabe tendo sua demanda “desidratada” pela contratação que virá antes de reserva de capacidade de usinas termelétricas e hidrelétricas, afirmou ontem (19/3) um representante da indústria ouvido pela reportagem da Folha de S. Paulo.
O governo brasileiro decidiu não incluir as baterias no leilão de reserva de capacidade marcado para 27 de junho, voltado apenas para as fontes termelétrica e hidrelétrica, e planeja um certame inédito só para as soluções de armazenamento, mas ainda sem data definida para ocorrer.
De acordo com a reportagem, a preocupação é que o governo contrate nas fontes tradicionais grande parte da demanda de potência do sistema elétrico brasileiro nos próximos anos, e deixe um volume pouco representativo para o leilão de baterias, usando-o mais como um “teste”, afirmou Marcelo Rodrigues, vice-presidente de novos negócios e soluções da fabricante de baterias UCB Power.
Segundo ele, o volume de cadastros de projetos termelétricos e hidrelétricos para o leilão de junho “impressionou” o mercado. Foram cerca de 74 gigawatts (GW) de potência, sendo 67% de projetos de termelétricas novas, 30% termelétricas existentes e 3% ampliações de hidrelétricas, conforme dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
A demanda de potência a ser contratada nos leilões é uma informação confidencial do governo, e só revelada após a realização dos certames.
Luz para Todos não cumpriu meta em seis dos nove estados da Amazônia Legal em 2024, diz Idec
Um levantamento feito pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), com base em dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), mostrou que em 2024 a maior parte das distribuidoras de energia não cumpriu a meta de evolução do Programa Luz para Todos, em regiões remotas, em seis dos nove Estados da Amazônia Legal, informa o Valor Econômico.
Segundo o instituto, nos estados do Acre e no Tocantins, por exemplo, não foi contabilizado nenhum atendimento. Em outros estados os atendimentos ficaram abaixo das metas previstas, com índices particularmente baixos, como Amazonas (6%), Roraima (2%) e Mato Grosso (7%). Já em Rondônia foi atingida apenas 67% da meta estipulada.
Somente o Amapá e o Pará ultrapassaram as metas estabelecidas. Nas regiões mais remotas desses estados, o número de atendimentos foi 470% maior no Amapá e 27% superior no Pará, em relação aos valores inicialmente previstos. No Maranhão, apesar de não haver metas definidas, foram realizados 501 atendimentos.
Para o Idec, esses números podem indicar que os atendimentos previstos para 2024 não foram efetivamente realizados ou que as distribuidoras não estão enviando as informações atualizadas dos atendimentos ao MME com a devida agilidade.
Verão deve terminar como o mais quente em 34 anos na cidade de São Paulo
O verão na cidade de São Paulo deve terminar como o mais quente, ao menos desde 1991. Também choveu menos que a média na capital paulista.
Iniciado em 21 de dezembro do ano passado, a estação termina às 6h01 desta quinta-feira (20/3), quando começa o outono.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura média deste verão, até a manhã desta quarta-feira (19) no município, foi de 24,3°C, conforme registrado na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte paulistana, onde é feita a medição oficial da cidade.
O verão de 2023/2024 teve a média ligeiramente menor, de 24,2°C. A temperatura média da estação no período comparado é de 23,2°C. (Valor Econômico)
Bombril pede que Justiça impeça corte de luz pela Cemig
A Bombril pediu à Justiça que impeça as distribuidoras de interromper o fornecimento de energia para as suas fábricas pelo não pagamento de contas, informa a Folha de S. Paulo.
A empresa entrou em recuperação judicial e disse ter sofrido ameaças por parte da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que atende a sua planta de Sete Lagoas (MG).
Parcela da União na produção de óleo e gás nos contratos de partilha atingiu novos recordes
O portal Petronotícias informa que a produção de petróleo da União atingiu um novo recorde em janeiro no regime de partilha, alcançando 133 mil barris por dia (bpd) no período. O volume é referente aos oito contratos de partilha (122 mil bpd) e aos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) das áreas não contratadas de Atapu, Tupi e Mero (11,2 mil bpd).
O resultado representa um crescimento de aproximadamente 13% na comparação com o mês anterior, principalmente devido ao aumento da participação da União no campo de Sépia, após a recuperação de custos da plataforma P-85.
Além disso, a União também registrou recorde na sua parcela de gás natural, atingindo 436 mil metros cúbicos de gás natural por dia em janeiro, um avanço de quase 117% em comparação a dezembro. Esse aumento foi impulsionado pela ampliação das exportações de gás em Sépia, via Rota 3, e pelo retorno à operação do FPSO Cidade de São Paulo, em Sapinhoá. Os dados constam no Boletim Mensal da Produção, divulgado ontem (19/3) pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.).
PANORAMA DA MÍDIA
O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou ontem (19/3) a Selic em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano, o maior nível desde outubro de 2016, e indicou que promoverá uma nova alta em maio, mas de “menor magnitude”. A notícia é o principal destaque da mídia nesta quinta-feira (20/3).
Foi a quinta elevação consecutiva, a terceira seguida de 1 ponto, como apontado em dezembro. No comunicado, o comitê do Banco Central (BC) não fez sinalizações para além da próxima reunião, se restringindo a repetir que o tamanho total do ciclo será ditado pelo “firme compromisso” com a meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação. (Valor Econômico)
Como justificativa, o colegiado do BC citou a continuidade do “cenário adverso” para a convergência da inflação, a elevada incerteza e as defasagens do efeito da política de juros sobre a economia. (Folha de S. Paulo)
Para as reuniões seguintes a maio, o Copom somente reforçou que a magnitude total do ciclo de alta de juros será ditada pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta” e dependerá da evolução da inflação, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto (medida de aquecimento da economia) e do balanço de riscos. (O Globo)
Desde setembro de 2024, o BC já aumentou a Selic em 3,75 pontos – o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20 anos, empatado com os ciclos finalizados em março de 2005 e abril de 2014 e perdendo apenas para a alta de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022, que ocorreu após o fim da pandemia. (O Estado de S. Paulo)