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PSD vence disputa com PL e fica com a presidência da Comissão de Minas e Energia da Câmara – Edição do dia

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Plenário da Câmara dos Deputados / Crédito:: Pablo Valadares
Plenário da Câmara dos Deputados / Crédito:: Pablo Valadares

O PSD conquistou a presidência da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, depois de acirrada disputa travada com o PL, partido de oposição ao governo. A comissão será presidida pelo deputado Diego Andrade (PSD-MG).

A Agência Infra informa que o PL sinalizava não abrir mão da comissão, mas durante reunião de líderes, concordou em presidir Comissão de Agricultura.

Setor de baterias teme ‘desidratação’ de leilão após contratação de térmicas e hídricas

O setor de sistemas de armazenamento de energia teme que o leilão exclusivo para a tecnologia acabe tendo sua demanda “desidratada” pela contratação que virá antes de reserva de capacidade de usinas termelétricas e hidrelétricas, afirmou ontem (19/3) um representante da indústria ouvido pela reportagem da Folha de S. Paulo.

O governo brasileiro decidiu não incluir as baterias no leilão de reserva de capacidade marcado para 27 de junho, voltado apenas para as fontes termelétrica e hidrelétrica, e planeja um certame inédito só para as soluções de armazenamento, mas ainda sem data definida para ocorrer.

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De acordo com a reportagem, a preocupação é que o governo contrate nas fontes tradicionais grande parte da demanda de potência do sistema elétrico brasileiro nos próximos anos, e deixe um volume pouco representativo para o leilão de baterias, usando-o mais como um “teste”, afirmou Marcelo Rodrigues, vice-presidente de novos negócios e soluções da fabricante de baterias UCB Power.

Segundo ele, o volume de cadastros de projetos termelétricos e hidrelétricos para o leilão de junho “impressionou” o mercado. Foram cerca de 74 gigawatts (GW) de potência, sendo 67% de projetos de termelétricas novas, 30% termelétricas existentes e 3% ampliações de hidrelétricas, conforme dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

A demanda de potência a ser contratada nos leilões é uma informação confidencial do governo, e só revelada após a realização dos certames.

Um levantamento feito pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), com base em dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), mostrou que em 2024 a maior parte das distribuidoras de energia não cumpriu a meta de evolução do Programa Luz para Todos, em regiões remotas, em seis dos nove Estados da Amazônia Legal, informa o Valor Econômico.

Segundo o instituto, nos estados do Acre e no Tocantins, por exemplo, não foi contabilizado nenhum atendimento. Em outros estados os atendimentos ficaram abaixo das metas previstas, com índices particularmente baixos, como Amazonas (6%), Roraima (2%) e Mato Grosso (7%). Já em Rondônia foi atingida apenas 67% da meta estipulada.

Somente o Amapá e o Pará ultrapassaram as metas estabelecidas. Nas regiões mais remotas desses estados, o número de atendimentos foi 470% maior no Amapá e 27% superior no Pará, em relação aos valores inicialmente previstos. No Maranhão, apesar de não haver metas definidas, foram realizados 501 atendimentos.

Para o Idec, esses números podem indicar que os atendimentos previstos para 2024 não foram efetivamente realizados ou que as distribuidoras não estão enviando as informações atualizadas dos atendimentos ao MME com a devida agilidade.

Verão deve terminar como o mais quente em 34 anos na cidade de São Paulo

O verão na cidade de São Paulo deve terminar como o mais quente, ao menos desde 1991. Também choveu menos que a média na capital paulista.

Iniciado em 21 de dezembro do ano passado, a estação termina às 6h01 desta quinta-feira (20/3), quando começa o outono.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura média deste verão, até a manhã desta quarta-feira (19) no município, foi de 24,3°C, conforme registrado na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte paulistana, onde é feita a medição oficial da cidade.

O verão de 2023/2024 teve a média ligeiramente menor, de 24,2°C. A temperatura média da estação no período comparado é de 23,2°C. (Valor Econômico)

Bombril pede que Justiça impeça corte de luz pela Cemig

A Bombril pediu à Justiça que impeça as distribuidoras de interromper o fornecimento de energia para as suas fábricas pelo não pagamento de contas, informa a Folha de S. Paulo.

A empresa entrou em recuperação judicial e disse ter sofrido ameaças por parte da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que atende a sua planta de Sete Lagoas (MG).

Parcela da União na produção de óleo e gás nos contratos de partilha atingiu novos recordes

O portal Petronotícias informa que a produção de petróleo da União atingiu um novo recorde em janeiro no regime de partilha, alcançando 133 mil barris por dia (bpd) no período. O volume é referente aos oito contratos de partilha (122 mil bpd) e aos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) das áreas não contratadas de Atapu, Tupi e Mero (11,2 mil bpd).

O resultado representa um crescimento de aproximadamente 13% na comparação com o mês anterior, principalmente devido ao aumento da participação da União no campo de Sépia, após a recuperação de custos da plataforma P-85.

Além disso, a União também registrou recorde na sua parcela de gás natural, atingindo 436 mil metros cúbicos de gás natural por dia em janeiro, um avanço de quase 117% em comparação a dezembro. Esse aumento foi impulsionado pela ampliação das exportações de gás em Sépia, via Rota 3, e pelo retorno à operação do FPSO Cidade de São Paulo, em Sapinhoá. Os dados constam no Boletim Mensal da Produção, divulgado ontem (19/3) pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.).

PANORAMA DA MÍDIA

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou ontem (19/3) a Selic em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano, o maior nível desde outubro de 2016, e indicou que promoverá uma nova alta em maio, mas de “menor magnitude”. A notícia é o principal destaque da mídia nesta quinta-feira (20/3).

Foi a quinta elevação consecutiva, a terceira seguida de 1 ponto, como apontado em dezembro. No comunicado, o comitê do Banco Central (BC) não fez sinalizações para além da próxima reunião, se restringindo a repetir que o tamanho total do ciclo será ditado pelo “firme compromisso” com a meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação. (Valor Econômico)

Como justificativa, o colegiado do BC citou a continuidade do “cenário adverso” para a convergência da inflação, a elevada incerteza e as defasagens do efeito da política de juros sobre a economia. (Folha de S. Paulo)

Para as reuniões seguintes a maio, o Copom somente reforçou que a magnitude total do ciclo de alta de juros será ditada pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta” e dependerá da evolução da inflação, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto (medida de aquecimento da economia) e do balanço de riscos. (O Globo)

Desde setembro de 2024, o BC já aumentou a Selic em 3,75 pontos – o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20 anos, empatado com os ciclos finalizados em março de 2005 e abril de 2014 e perdendo apenas para a alta de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022, que ocorreu após o fim da pandemia. (O Estado de S. Paulo)

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