Carga deve crescer 3,3% em média entre 2023 e 2028, indica Planejamento Energético Anual

Camila Maia

Autor

Camila Maia

Publicado

06/Dez/2023 15:03 BRT

A carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve crescer 3,3% em média entre 2023 e 2028, chegando a 89.023 MW médios, segundo o Planejamento Energético Anual (Plan) elaborado pelo Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e divulgado nesta quarta-feira, 6 de dezembro.

No horizonte de 2024 a 2028, o crescimento médio projetado é de 3,2% ao ano. 

As projeções do Plan não descontam a carga atendida por micro e minigeração distribuída (MMGD) da conta, e indicam consumos superiores ao previsto nas revisões quadrimestrais da carga deste ano em todos os anos do cenário. 

A segunda revisão quadrimestral da carga, divulgada em agosto, também apontava crescimento médio de 3,3% da carga ao ano, mas no horizonte de 2023 a 2027, até chegar a 84.980 MW médios. Diferentemente do Plan, a revisão anterior descontava em todos os anos a carga de 3.785 MW médios para a MMGD. 

O Plan atualizou a projeção das cargas atendidas pela modalidade, que sairia de 4.104 MW médios atuais (dados de outubro de 2023, já superiores ao que a revisão de carga de agosto projetava para todo o horizonte até 2027) chegando a 6.652 MW médios em 2028.

No curto prazo, as revisões refletem, entre outros motivos, a projeção atualizada do PIB para 2023, de um crescimetno de 3%, ante a taxa esperada anteriormente, que era de 2,3%. No período até 2028, o PIB deve crescer em média 2,5% ao ano.

Para 2023 e 2024, foram mantidas perspectivas de menor crescimento do PIB mundial. Por outro lado, os cenários apontam menor pressão inflacionária, e desempenho favorável do mercado de trabalho. 

No médio prazo, as projeções de crescimento do PIB não foram alteradas com relação à revisão de carga de agosto, com um cenário macroeconômico mais estável e maior confiança dos agentes. 

Outras premissas envolvem a expectativa de um impulso adicional à atividade econômica por conta de investimentos produtivos e em infraestrutura.