Trading da Equinor chega ao Japão de olho na alta de volumes comercializados

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MegaWhat

Publicado

11/Jan/2024 13:27 BRT

Com presença em 40 mercados de energia na Europa, Austrália, Estados Unidos e Brasil, a Danske Commodities - comercializadora de energia da Equinor - anunciou sua entrada no Japão, com operações já concluídas.

A entrada no mercado japonês contribui para a estratégia de expansão global da Danske, uma vez que a empresa considera a região da Ásia-Pacífico como marco importante para sua atuação como comercializadora.

Adicionalmente, a companhia destaca que a procura por energia no Japão está entre as mais elevadas do mundo, com um consumo anual de cerca de 1.000 TWh. Em apenas um ano, a Danske aponta que os volumes comercializados no país cresceram de 6,7 TWh em 2022 para 18,3 TWh em 2023.

“O mercado future de energia japonês está em crescimento. O volume comercializado triplicou no último ano e vemos um grande potencial de crescimento e vemos este desenvolvimento como um bom momento para ingressarmos neste mercado emocionante”, disse Jesper Tronborg, vice-presidente e head de Trading Global & Desenvolvimento de Mercados da Danske.

Recém-chegada ao mercado brasileiro

A companhia iniciou sua operação no mercado de energia elétrica brasileiro em abril de 2023 com o objetivo de ser o braço de negociação da Equinor no longo prazo, além de ajudar na expansão de seu portfólio de renováveis.

A Equinor quer acelerar o crescimento em renováveis, alavancando a sua transição energética com foco na produção de energia em determinadas áreas. A petroleira já conta com investimentos no país, como a planta solar de Apodi, que conta com capacidade de 162 MW e está em operação desde 2018, e no projeto solar de Mendubim, com capacidade de 531 MW.

“[conduzimos] negócios no Brasil por mais de duas décadas e vemos o país como uma área relevante para crescimento seguro e sustentável a longo prazo. Estamos trabalhando para diversificar nossa oferta de energia com um portfólio de óleo e gás e um posicionamento atrativo em renováveis”, disse Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.