Spic Brasil e Canadian fecham acordo de R$ 2 bi para construção de usinas solares

Poliana Soutto

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Poliana Soutto

Publicado

02/Jun/2022 18:30 BRT

 A Spic Brasil anunciou nesta quarta-feira, 2 de junho, que adquiriu 70% de participação em dois projetos solares greenfield da Canadian Solar. Juntas, as companhias vão investir mais de R$ 2 bilhões. As usinas deverão fornecer 738 MWp, suficiente para gerar eletricidade equivalente ao consumo anual de 900 mil residências, em uma área de 2.200 hectares.

A transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao cumprimento de algumas condições precedentes normais para esse tipo de aquisição.

O maior empreendimento, a UFV Marangatu, está localizado no município de Brasileira, no Piauí, e contará com uma capacidade instalada de 446 MWp, enquanto o menor, batizado de Panati-Sitiá, será construído no município de Jaguaretama, no Ceará, e terá uma capacidade de 292 MWp.

A estimativa é que os projetos entre em operação no final de 2023, sendo que cerca de 75% dos projetos já estão com contratos de compra e venda de energia (PPA, na sigla em inglês), e o restante será vendido no mercado livre.

“Sabemos que a energia solar é uma fonte fundamental para a transição energética visando a economia de baixo carbono. A Spic já possui uma vasta experiência em implementação de projetos solares, sendo uma das principais competidoras do setor no mundo. Essa aquisição marca o primeiro projeto solar da empresa no Brasil e a parceria com a Canadian Solar é estratégica”, declara Adriana Waltrick CEO da Spic Brasil. 

Segundo Marcela Pacola, diretora de Desenvolvimento de Negócios da companhia, a empresa pretende estar entre os maiores players privados de geração de energia até 2023, e os projetos com fontes renováveis ajudarão nesse crescimento.

“Projetos solares de grande porte, em regiões de boa irradiação, seguirão no nosso radar e estão alinhados com a estratégia de negócio da companhia”, apontou a diretora.