Contas de luz devem subir 5,6% em 2024, diz Aneel – Edição do Dia

Thereza Martins

Autor

Thereza Martins

Publicado

23/Jan/2024 10:41 BRT

Categoria

MegaExpresso

Os reajustes das contas de luz devem subir 5,6% em 2024, conforme projeções inéditas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que fez uma estimativa média para as 52 concessionárias de distribuição do país.

A informação foi antecipada pelo diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, em entrevista à CNN Brasil. No ano passado, a Aneel previa alta de 6,8% — o aumento efetivamente verificado foi de 5,9%. A projeção para os reajustes médios deste ano supera tanto as estimativas de mercado para o IGP-M (4,04%) quanto para o IPCA (3,86%) captadas no último boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

Biorrefino integra prioridades de financiamento em nova política industrial

Projetos de biorrefino para produção de diesel verde, combustíveis sintéticos e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) estão na lisa de prioridades para receber financiamento do BNDES e Finep na política Nova Indústria lançada pelo governo brasileiro nesta segunda-feira (22/1).

Juntamente com hidrogênio de baixo carbono e tecnologias de captura de carbono, a produção de novos combustíveis é indicada na estratégia do governo Lula (PT) como caminho para substituir o consumo de combustíveis fósseis. (Agência EPBR)

Alckmin diz que nova política “equaciona questão do financiamento da indústria”

O vice-presidente Geraldo Alckmin detalhou ontem (22/1) a nova política industrial do governo durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão. De acordo com Alckmin, que acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os R$ 300 bilhões disponibilizados para o financiamento da modernização das indústrias equaciona a questão do financiamento ao setor.

“Eu diria que a questão do financiamento para pesquisa e inovação está bem equacionada, porque (a taxa) é TR (Taxa Referencial), que não passa de 4% ou 5% ao ano e é um recurso expressivo, de R$ 300 bilhões”, afirmou o vice-presidente. (Valor Econômico)

Funcionários de Furnas temem demissões após incorporação pela Eletrobras

Reportagem do portal UOL indica que a aprovação da incorporação da Furnas pela Eletrobras trouxe preocupação aos empregados da subsidiária, que temem uma rodada de demissões em massa na companhia privatizada em 2022. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou a realização de uma assembleia para decidir sobre a incorporação no dia 11 de janeiro, depois de duas semanas de briga judicial.

A Eletrobras diz que a incorporação de Furnas vai "racionalizar e simplificar sua estrutura societária". Em comunicado publicado na semana passada, a companhia disse que poderá "ampliar investimentos nos ativos integrados", mas não revela mais detalhes. A reportagem questionou a Eletrobras a respeito de possíveis demissões e recebeu como resposta comunicados já divulgados anteriormente sobre o caso.

S&P pode rebaixar ‘rating’ de Itaipu devido a impasse com Paraguai, dizem fontes

O Valor Econômico informa que a agência de classificação de risco S&P Global pode rebaixar a nota de crédito de Itaipu Binacional devido ao bloqueio do orçamento da usina promovido pelo governo do Paraguai, segundo relatório da própria S&P ao qual o Valor teve acesso.

A reportagem explica que a classificação do ‘rating’ indica a capacidade de uma empresa ou um país conseguir honrar compromissos financeiros. O bloqueio do orçamento de Itaipu ocorreu porque o governo do Paraguai não aprovou o chamado “procedimento provisório”, iniciativa que permite que a empresa possa manter pagamentos de contas e salários, entre outras despesas, enquanto tarifa e orçamento estão sendo discutidos.

O bloqueio impediu as movimentações financeiras de todas as contas orçamentárias, incluindo o pagamento das obrigações desde o início do ano, apurou o Valor.

Dessa forma, os fornecedores estão sem receber desde o começo de janeiro, o que inclui prestadores de serviço de alimentação e transporte de funcionários, entre outros. O bloqueio também impede o pagamento dos salários dos funcionários.

O problema ocorre diante do impasse para a definição das tarifas de geração da usina binacional e do orçamento da empresa para 2024.

Exxon processa investidores para impedir propostas climáticas em votação

A Exxon Mobil entrou com uma ação judicial contra investidores ativistas do clima dos EUA e da Holanda em um esforço para remover o que ela descreve como sua "agenda extrema" da cédula de votação em suas reuniões anuais de acionistas.

A gigante do petróleo do Texas busca uma sentença declaratória do Tribunal Distrital dos EUA em Fort Worth para excluir de sua reunião anual deste ano uma proposta para acelerar os cortes de emissões de gases de efeito estufa apresentada pela Arjuna Capital LLC e pelo grupo sem fins lucrativos Follow This, com sede em Amsterdã.

A Exxon argumenta que uma decisão a seu favor tornaria mais rígida a interpretação da Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) sobre as regras que determinam quais propostas devem ser incluídas nas cédulas de votação das empresas americanas. (reportagem da agência Bloomberg, publicada pelo Valor Econômico)

Setor energético movimenta parceria entre Brasil e China

Reportagem do jornal O Globo destaca que o setor de energia é o carro-chefe dos investimentos chineses no Brasil e recentes movimentações indicam que há uma nova agenda direcionando os recursos, com foco em carros elétricos e metais raros, duas variáveis que ganham importância com a transição energética.

Entre 2007 e 2022, empresas chinesas investiram US$ 71,6 bilhões no Brasil, com o setor de eletricidade absorvendo 45,5% do total, seguido pelas áreas de extração de petróleo (30,4%), conforme os dados mais recentes do Conselho Empresarial Brasil-China.

As áreas de geração, transmissão e distribuição de eletricidade receberam US$ 32,5 bilhões dos US$ 71,6 bilhões investidos por empresas chinesas no Brasil entre 2007 e 2022. Três estatais chinesas – State Grid, China Three Gorges (CTG) e State Power Investment Corporation (SPIC) – foram as responsáveis pelos maiores projetos no Brasil. Recentes anúncios apontam que o setor de eletricidade continuará impulsionando os investimentos chineses.

Saneamento é o setor de infraestrutura que mais deve atrair investimentos neste ano

O setor de saneamento segue como o mais atrativo para receber investimentos nos próximos três anos, segundo um estudo da consultoria EY e da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), com 61,5% das respostas dos entrevistados citando esse segmento.

O levantamento mostrou que, em seguida, aparecem o setor de energia elétrica (46,9%) e rodovias (32,4%). A 10ª edição do Barômetro da Infraestrutura no Brasil tem como objetivo identificar o ânimo de empresários e especialistas dos setores para o desenvolvimento de projetos e investimentos em infraestrutura.

No ano passado, o setor recebeu investimentos de R$ 213,4 bilhões, crescimento de 19,6% em termos reais em relação a 2022, e maior volume desde 2014. A expetativa é que este ano os recursos para infraestrutura continuem crescendo - diz Gustavo Gusmão, sócio da EY para o setor de Governo e Infraestrutura, lembrando que o marco legal do saneamento e a boa experiência dos projetos estruturados pelo BNDES animam as empresas. (O Globo)

PANORAMA DA MÍDIA

O programa para a indústria anunciado ontem (22/1) pelo governo federal é destaque da edição desta terça-feira (23/1) da mídia impressa.

A nova política industrial para o país prevê cerca de R$ 300 bilhões em financiamentos, subsídios e participações acionárias em projetos até 2026. (Valor Econômico)

Economistas criticam o formato do plano, falam em risco de agravamento do quadro fiscal e apontam para a volta da política das ‘campeãs nacionais’ do segundo mandato do presidente Lula. (O Estado de S. Paulo)

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Também é destaque, hoje (23/1), na mídia: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem o Orçamento de 2024, com veto de R$ 5,6 bilhões às emendas de comissão dos parlamentares. Deputados e senadores, que darão a palavra final sobre a lei, já admitem a possibilidade da derrubada do trecho no Congresso. (Folha de S. Paulo)

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar parte do valor destinado pelo Congresso às emendas de comissão gerou reação entre parlamentares, que já falam na possibilidade de derrubar a medida. Lula retirou R$ 5,6 bilhões do que estava previsto na proposta aprovada no Orçamento deste ano para indicação de deputados e senadores. (O Globo)