Indústria nuclear busca espaço na transição do carvão no Brasil – Edição do Dia

Thereza Martins

Autor

Thereza Martins

Publicado

30/Jan/2024 10:51 BRT

Categoria

MegaExpresso

Reportagem da Agência EPBR destaca que, de olho na transição energética, a indústria nuclear brasileira quer aproveitar parte da infraestrutura existente nas usinas a carvão no Sul do país para gerar energia com menos emissões de carbono a partir de pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês).

Em setembro de 2023, a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) organizou uma visita ao complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, um dos potenciais parceiros para o projeto, de acordo com a reportagem. O encontro contou com a participação de representantes da Andrade & Gutierrez, OEC Engenharia, Grupo MPE Engenharia, Tractebel Engie, EDF Brasil, Holtec, Westinghouse, Atech e Rosatom.

Segundo o presidente da Abdan, Celso Cunha, o objetivo é aproveitar as instalações para gerar uma energia considerada mais limpa. Ele afirma que as SMRs são menores e mais seguras do que as usinas nucleares de grande porte, e que é possível desenvolver o projeto em parceria com empresas internacionais, que já têm experiência nesse tipo de empreendimento no exterior.

GreenYellow investirá R$ 55 milhões na construção de três usinas fotovoltaicas

A empresa francesa GreenYellow anunciou a construção de três novas usinas fotovoltaicas em Goiás, Ceará e Piauí, cuja energia gerada será negociada pela Matrix Energia na modalidade por assinatura, formalmente chamada de geração compartilhada. O investimento previsto nos empreendimentos é de R$ 55 milhões.

O jornal O Estado de S. Paulo informa que as usinas somadas terão 16,28 megawatt-pico (MWp) de capacidade instalada e 34,9 gigawatt-hora (GWh) de produção anual, e serão implantadas nas áreas de concessão da Equatorial, em Porteirão (GO) e Sigefredo Pacheco (PI), e da Enel, em Morada Nova (CE), podendo assim atender consumidores em 645 municípios dessas regiões.

Ainda de acordo com a reportagem, na parceria, a GreenYellow, que obteve receita de R$ 374 milhões no país em 2022 (dado mais recente), é responsável pelos processos de investimento, implantação, operação e manutenção das usinas. Já a Matrix Energia, que faturou R$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre do ano passado, estima que poderá atender 2,9 mil consumidores com a geração das usinas que serão locadas. Neste ano, a empresa pretende operar mais de 500 megawatts de corrente alternada (MWac) de geração descentralizada.

Indra Energia está focada em energias para abertura do mercado livre de energia

A Indra Energia, dedicada ao fornecimento de soluções energéticas inovadoras, expressa otimismo diante das oportunidades que se apresentam com a abertura do mercado livre de energia. A empresa planeja alinhar sua expertise técnica com o compromisso ambiental para oferecer soluções inovadoras aos clientes.

O objetivo da empresa no mercado livre é otimizar processos, simplificar a gestão de energia, eliminar burocracias e priorizar o atendimento personalizado, para garantir a fidelização do cliente. As informações foram publicadas pelo Canal da Cana.

Brasil retoma exportação para Argentina de energia gerada por usinas termelétricas

O Brasil retomou, ontem (29/1), a exportação de energia elétrica gerada por usinas termelétricas para a Argentina. A decisão de retomar as exportações foi impulsionada pelo aumento das temperaturas, que elevou a demanda por energia na região, informa o Valor Econômico.

A confirmação foi feita pela Tradener, empresa responsável pelo contrato de comercialização não apenas com a Argentina, mas também com o Uruguai. Walfrido Avila, CEO da companhia, informou ao Valor que a exportação de energia térmica a gás e a carvão será realizada por meio da Cammesa, estatal argentina encarregada da gestão energética no país vizinho.

Atualmente, três empresas (cujos nomes não foram revelados) serão responsáveis pela exportação. Isso não deve comprometer a segurança energética do Brasil, uma vez que o país possui excedente de energia, e as usinas não estão, no momento, despachando energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

LG Energy terá de repensar estratégia após demanda fraca de baterias para veículos elétricos

O Valor Econômico informa (conteúdo do jornal econômico japonês Nikkey Ásia) que a LG Energy Solution (empresa de baterias com sede em Seul) terá de recalibrar sua expansão à medida que a desaceleração da adoção europeia e americana de veículos elétricos e a concorrência chinesa, juntas, forçam o fabricante sul-coreano de baterias a repensar a sua estratégia.

Os resultados divulgados na sexta-feira (26/2) mostraram uma queda de 6% na receita no ano, para 8 trilhões de wons (US$ 6 bilhões) no trimestre de outubro a dezembro. Esta foi a primeira queda desde o trimestre de abril a junho de 2022. Porém, a queda em 2022 se deveu a um influxo de rendimentos de liquidação de um concorrente um ano antes. Assim, o declínio de 2023 é possivelmente o primeiro real, sem fatores de distorção.

Raízen vê novo plano do governo como incentivo a biocombustíveis e descarbonização industrial

O presidente da Raízen, Ricardo Mussa, elogiou o plano de industrialização do governo federal, que prevê R$ 300 bilhões para financiamentos até 2026. Para Mussa, o plano pode ajudar o setor de biocombustíveis a eletrificar processos industriais em usinas, liberando o bagaço hoje consumido com esse fim para servir de matéria-prima à produção de mais etanol com fins de exportação.

O executivo também disse que o Brasil tem importante janela de oportunidade no Combustível de Aviação Sustentável (SAF, na sigla em inglês), insumo que, afirmou, "faz todo o sentido" para o futuro da Raízen. Mussa falou a jornalistas na saída de um seminário do grupo B20, no Rio de Janeiro.

O B20 está atrelado ao G20, cuja presidência é ocupada pelo Brasil até o fim desse ano. Ele disse que essa eletrificação de processos industriais é um dos assuntos na mesa das grandes empresas do grupo de países. (O Estado de S. Paulo)

Gasolina, diesel e botijão de gás sobem nesta quinta (1º) com novo ICMS

Os preços da gasolina, do diesel e do botijão de gás ficarão mais caros nesta quinta-feira (1º/2), com o início da vigência de novas alíquotas do ICMS aprovadas pelos governos estaduais em outubro.

O ICMS da gasolina subirá R$ 0,15, para R$ 1,37 por litro. No diesel, a alta será de R$ 0,12, para R$ 1,06 por litro, levando o preço do diesel S-10 novamente para acima dos R$ 6 por litro. Já a alíquota do gás de cozinha foi definida em R$ 1,41 por quilo, aumento de R$ 0,16 em relação ao vigente atualmente.

É o primeiro aumento do ICMS após a mudança do modelo de cobrança do imposto, que passou a ter alíquotas em reais por litro e não mais em percentual sobre um preço estimado de bomba dos produtos. (Folha de S. Paulo)

Japão apoiará produção de hidrogênio limpo com US$ 20 bilhões em subsídios

O Japão planeja gastar 3 trilhões de ienes (US$ 20,3 bilhões) nos próximos 15 anos para subsidiar a produção de hidrogênio mais limpo, com o objetivo de impulsionar a cooperação com o setor privado para desenvolver uma cadeia de abastecimento nacional para a fonte de energia. (Valor Econômico – conteúdo do jornal japonês Nikkey Ásia)

PANORAMA DA MIDIA

Valor Econômico: A União venceu, em 2023, pelo menos 16 importantes julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em apenas quatro, evitou perda de arrecadação estimada em R$ 62,4 bilhões. O de maior impacto é o que trata da tributação de incentivos fiscais.

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Folha de S. Paulo: o primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as contas do governo central tiveram um rombo de R$ 230,5 bilhões em 2023, o equivalente a 2,12% do PIB (Produto Interno Bruto). Trata-se do pior resultado desde 2020, ano da pandemia de Covid-19.

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O principal destaque da edição desta terça-feira (30/1) dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo é operação da Política Federal (PF) contra o núcleo político da chamada “Abin (Agência Brasileira de Inteligência) paralela”. A PF aponta ligação de Carlos Bolsonaro com o esquema de espionagem ilegal na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, para monitorar sem amparo legal os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses.