CCEE chega a 100 comercializadores varejistas e São Paulo lidera migrações de 2024

Camila Maia

Autor

Camila Maia

Publicado

28/Dez/2023 11:00 BRT

Categoria

Mercado livre

Faltando poucos dias para a abertura do mercado livre para todos os consumidores de alta tensão, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou que o número de agentes habilitados como varejistas chegou a 100 empresas.

Desse total, 62 agentes têm sede no estado de São Paulo, estado que também reúne a maior parte dos consumidores em processo de migração para o mercado livre como varejistas, a partir de 1º de janeiro de 2024.

No estado de São Paulo, 3.813 unidades consumidoras vão trocar o mercado regulado, das distribuidoras, pelo mercado livre, debaixo de agentes varejistas. Esses consumidores têm demanda média de 220 kW e somam 273,43 MW médios contratados. 

O montante é quase o mesmo das cargas representadas por varejistas em 2023, que somaram consumo de 290,8 MW médios, aumento de 50% em relação ao ano anterior. 

Em 2024, a perspectiva é de um crescimento mais acentuado tanto no número de agentes quanto na carga deles. A partir de janeiro, todos os consumidores com demanda abaixo de 0,5 MW conectados a alta tensão poderão migrar para o mercado livre, mas representados por um varejista na CCEE. 

O comercializador varejista será responsável por recolher contribuições relativas ao funcionamento da CCEE, assumir possíveis penalidades, além de adotar as medidas relativas aos processos de medição, contabilização e liquidação financeira desses consumidores, que não serão agentes registrados na CCEE.

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Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 30 de novembro, 11.993 unidades consumidoras, demanda média de 152 kW e somando 541,48 MW médios, tinham iniciado o processo de migração para o mercado livre na forma de varejistas.

Já em janeiro, serão 2,8 mil consumidores chegando ao mercado livre livre de energia.

A Enel São Paulo é a distribuidora com mais consumidores migrando, com um total de 67 MW médios. Esses consumidores poderão escolher qualquer uma das 100 varejistas habilitadas para adquirir energia. A parte do custo de infraestrutura, como a tarifa fio, porém, continuará sendo paga à distribuidora responsável por cada área de concessão.

A paranaense Copel aparece na sequência no ranking de mais consumidores varejistas migrando para o mercado livre, com 44 MW médios, seguida pela CPFL Paulista, com 41 MW médios, e a Celesc Distribuidora, com 40 MW médios.