La Niña

ONS indica possibilidade de La Niña a partir de setembro

Chuva
Foto: Todd Diemer / Unsplash

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicou a possibilidade que fenômeno La Niña entre os meses de setembro de 2025 a janeiro de 2026. Segundo o operador, as chances de ocorrência do fenômeno estão entre 50% e 60%, probabilidade que classifica como baixa.

Se formado, o La Niña tende provocar precipitação reduzida na região Sul do Brasil, e superior à média histórica no Norte do país.  O ONS também projeta que o fenômeno, se confirmado, deve ser de baixa intensidade e curta duração.

“É uma condição razoavelmente similar ao que a gente teve entre o final [de 2024] e o início do ano, em que a gente teve a formação de um fenômeno La Niña, mas ele foi de curta duração, durou pouquíssimos trimestres”, comentou o operador durante o primeiro dia da Programação Mensal da Operação (PMO) de setembro, nesta quinta-feira, 28 de agosto.

Menor previsibilidade de temperatura

O operador indicou que, para o próximo trimestre, as temperaturas devem ficar entre a média e acima da média histórica na maior parte do país. Em relação à precipitação, a indicação é de chuvas acima da média no Sudeste e Centro-Oeste.

“O ponto de atenção é que os modelos climáticos não estão conseguindo identificar com muita antecedência as entradas de massas de ar frio que a gente vê registradas. Então, nos últimos meses, eles erraram, principalmente para a região Sul”, avaliou o ONS, que recomenda o acompanhamento complementar de massas de ar por modelos de mais curto prazo.

Além das falhas registradas nos modelos, o ONS lembra que os meses de setembro e outubro têm, historicamente, uma menor previsibilidade climática no país. “A gente deve ter muita dificuldade, inclusive associada a essa incerteza entre a formação do fenômeno La Niña e a continuidade da neutralidade nos próximos dois meses”, concluiu.