Reunião do CNPE

CNPE inclui mais sete blocos do pré-sal na Oferta Permanente

Próximo leilão deve oferecer 24 blocos no pré-sal

Navio-sonda NS-42 ODN-II, usado na exploração de blocos da Petrobras
Navio-sonda NS-42 ODN-II, usado na exploração de blocos da Petrobras

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a inclusão dos blocos Cerussita, Aragonita, Rodocrosita, Malaquita, Opala, Quartzo e Calcedônia para a licitação na Oferta Permanente de Partilha da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A aprovação ocorreu em reunião do CNPE nesta terça-feira, 10 de dezembro.

O governo espera arrecadar mais de R$ 220 bilhões durante a vida útil destes blocos, com previsão de R$ 214 bilhões em investimentos no período. Em bônus de assinatura, as receitas podem ser de R$ 874 milhões para a União.

Os sete novos blocos se juntam a outras 17 áreas já aprovadas anteriormente pelo CNPE. Assim, a próxima rodada da Oferta Permanente de Partilha deve oferecer ao mercado 24 blocos no pré-sal.

O governo espera realizar o próximo leilão em junho de 2025, após revisão nas minutas do edital para contemplar medida anterior do CNPE para aumento no conteúdo local dos projetos. A última rodada de licitações da ANP ocorreu no final de 2023. Naquela ocasião, foram oferecidos cinco blocos no pré-sal, mas apenas um foi arrematado: Tupinambá, pela BP Energy. Os outros blocos que não receberam lances devem voltar no próximo leilão.

Conteúdo local para navios-tanque

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Na reunião desta terça-feira, o CNPE também aprovou o mínimo de 50% de conteúdo local em bens e serviços para a construção de navios-tanque novos no Brasil. A ANP será responsável por fiscalizar e mensurar o cumprimento dos índices.

Os navios-tanques serão utilizados exclusivamente na cabotagem de petróleo e derivados e devem ser incorporadas ao ativo imobilizado de empresas nacionais. “Estamos fortalecendo a indústria naval e dando atenção aos estaleiros nacionais, que enfrentam problemas de ociosidade com a competição de outros países”, declarou em nota o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.