
A Petrobras concluiu as obras de modernização da unidade de processamento Trem 1 da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada na cidade de Ipojuca, em Pernambuco. O processo de revisão e ampliação (Revamp) recebeu investimentos de aproximadamente R$ 93 milhões e deve expandir em 13% a capacidade de processamento da unidade, passando de 115 mil para 130 mil barris de petróleo por dia.
Segundo a Petrobras, entre todas as refinarias brasileiras, a Rnest apresenta a maior taxa de conversão de petróleo cru em diesel, a 70%.
Em junho de 2023 a Petrobras anunciou a retomada das obras na refinaria, com implantação do Trem 2 e, em janeiro de 2024 anunciou o planejamento para obras no Trem 1 da planta. Em dezembro, a estatal iniciou as obras da Snox, responsável por reduzir emissões de óxido de enxofre (SOx) e óxido de nitrogênio (NOx), produzindo ácido sulfúrico a ser comercializado pela refinaria. Quando todas as obras estiverem prontas, a Petrobras calcula que a Rnest terá capacidade de processar 260 mil barris de petróleo por dia, com acréscimo na produção nacional de diesel S-10 na ordem de 13 milhões de litros por dia.
Recorde de injeção de CO2 no pré-sal
Nesta semana, a Petrobras também comunicou que, em 2024, reinjetou 14,2 milhões de toneladas de CO2 nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, superando o volume de 13 milhões de toneladas CO2 reinjetado em 2023.
O programa de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla em inglês) é o maior do mundo, e foi responsável por 28% de todo o CCUS executado em 2024. Desde 2008, a estatal já armazenou 67,9 milhões de toneladas de CO2, e avalia que poderá atingir a marca de 80 milhões de toneladas armazenadas até o final de 2025.
Além de evitar emissões, as reinjeções de CO2 da Petrobras contribuem para o aumento na produção de petróleo, na medida em que atuam na pressurização dos poços. Atualmente, 22 FPSOs que operam no pré-sal da Bacia de Santos, são equipados com sistemas para captura e reinjeção do CO2.