Shell investe R$ 200 milhões na Carbonext e mira soluções para preservação da Floresta Amazônica

Publicado

11/Jul/2022 13:38 BRT

A Shell Brasil vai aportar R$ 200 milhões na Carbonext, desenvolvedora de projetos de geração de créditos de carbono brasileira, passando a ser sócia minoritária da companhia. 

Os recursos, que entraram na segunda rodada de captação da Carbonext no mercado, serão usados para investimentos em tecnologia embarcada nos projetos de preservação florestal e para o desenvolvimento de novas áreas de negócios, como bioeconomia e reflorestamento na Floresta Amazônica. 

Os projetos terão o objetivo de trazer valor à floresta em pé, uma alternativa economicamente viável em relação à pecuária e à agricultura, segundo a Shell.

Segundo a Shell, a parceria demonstra a relevância do Brasil em seu objetivo de zerar as emissões líquidas até 2050, ao marcar a entrada da empresa petroleira no negócio de Soluções Baseadas na Natureza no país.

A Carbonext atua nos créditos de carbono REDD+, mecanismo desenvolvido no âmbito Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados relacionados à recuperação e conservação de suas florestas.

O comunicado informa que, desde 2021, o compromisso da Carbonext com a preservação da Floresta Amazônica fez com que a empresa aumentasse em 340% a área de vegetação preservada na região mais vulnerável, um corredor que vai do Acre ao sul do Pará, passando por Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, chamado de Arco do Desmatamento.

Segundo a Shell, nos cinco primeiros meses de 2022, os projetos desenvolvidos pela Carbonext geraram cerca de R$ 150 milhões em créditos no mercado voluntário de carbono. Os créditos foram comercializados com empresas e entidades, como o BNDES.

Com a entrada da Shell no negócio, a Carbonext terá a acesso a inovações e processos, em áreas como biotecnologia e monitoramento. As sinergias devem incrementar os mecanismos de proteção dos mais de 2 milhões de hectares de Floresta Amazônica protegidos por projetos de crédito de carbono desenvolvidos pela Carbonext e seus parceiros. O acordo estabelece ações conjuntas nos próximos 100 dias para que a parceria técnica comece a apresentar resultados.