Novo mercado de gás

Subida da Serra tem ação suspensa para nova tentativa de solução extrajudicial

Gasoduto Subida da Serra
Gasoduto Subida da Serra

Em audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 18 de setembro, o estado de São Paulo, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) optaram por suspender por 60 dias o processo que discute a competência regulatória referente ao gasoduto Subida da Serra. Neste prazo, as partes buscarão encontrar uma solução extrajudicial para o caso – o que já foi tentado no âmbito da ANP, sem sucesso.

Durante os 60 dias de suspensão do processo no STF, o estado de São Paulo e a Arsesp deverão a apresentar diariamente dados integrais sobre o volume de gás que sai do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP) e que passa pela Subida da Serra, respeitando o volume contratual de 4,6 milhões de m³ por dia. As partes também deverão apresentar os contratos em vigor até a próxima sexta-feira, 20 de setembro. Já a ANP se comprometeu a não tomar medidas restritivas operacionais até a próxima audiência, marcada para 26 de novembro.

O Subida da Serra é um gasoduto da Comgás, concessionária de distribuição de gás de São Paulo que pertence ao grupo Compass. O projeto foi autorizado pela Arsesp, que regula o mercado estadual de distribuição, mas a ANP entende que, por questões técnicas, o gasoduto seria de transporte, e não de distribuição.

O Subida da Serra é abastecido pelo Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), também da Compass. A situação também levanta questionamentos sobre verticalização do mercado de gás em São Paulo, o que é vedado pela lei do Gás de 2021.