Governo do RJ e Petrobras assinam acordo para novo hub de captura de carbono

Poliana Souto

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Poliana Souto

Publicado

04/Dez/2023 13:25 BRT

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Empresas

A Petrobras assinou neste domingo, 3 de dezembro, protocolo de intenções com o governo do Rio de Janeiro para a avaliação conjunta da implementação de projetos-piloto de hub de captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla em inglês) no estado. A assinatura ocorreu durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), realizada em Dubai, nos Emirados Árabes.

O acordo também inclui a análise de soluções de descarbonização combinadas ao CCUS, como, por exemplo, o hidrogênio de baixo carbono. 

“Nossa parceria com o Rio de Janeiro será estratégica para impulsionar o projeto de hub de CCUS. O protocolo de intenções vai deflagrar uma agenda ampla de discussão com o poder público, para juntos buscarmos soluções que viabilizem o projeto. Acreditamos que essa solução será fundamental para construirmos o futuro de baixo carbono que tanto almejamos e liderarmos o movimento de transição energética justa no país”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. A companhia já havia anunciado, em maio deste ano, que está estudando um projeto-piloto de CCUS no norte-fluminense com capacidade para armazenar 100 mil toneladas de CO₂ por ano. Segundo a companhia, o projeto-piloto utilizará uma corrente de CO₂ separada na Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTG-CAB), localizada no munícipio carioca de Macaé. “Essa corrente será tratada e movimentada através de um duto para a estação de Barra do Furado, localizada no município de Quissamã. Em seguida, será injetada e armazenada definitivamente em um reservatório salino”, afirma a estatal.

Segundo a Petrobras, o conhecimento adquirido nesse piloto ajudará na implementação futura do hub de CCUS definitivo, de grande escala, também previsto para o Rio de Janeiro. 

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Integrante na comitiva brasileira da Conferência de Mudanças Climática, Prates afirmou que a companhia deve contribuir nos debates sobre a participação das petroleiras na transição energética, por meio da defesa da descarbonização das operações e da integração eficiente de processos produtivos com matrizes sustentáveis e projetos renováveis.  

“O mundo não pode simplesmente parar de usar petróleo de um dia para o outro. Ainda vamos precisar dele. É importante que as receitas petrolíferas de estados e empresas sejam usadas gradualmente, cada vez mais, para a transição energética”, disse o presidente da estatal em vídeo publicado no X (antigo Twitter).  

Na publicação, Prates também destacou que a estatal tem ampliado a participação em projetos de conservação mediante estratégias de créditos de carbono, que “permitirão acelerar a descarbonização da Petrobras no Brasil”.  

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